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Mordomia Divina

Publicado por Oseas em 06/10/2011 (864 leituras)
MORDOMIA DIVINA – JOÃO CAPÍTULO 17.

INTRODUÇÃO
Vamos abrir uma série de reflexões sobre Mordomia Cristã. Estaremos pensando durante estas próximas semanas neste assunto que é discorrido por todo o Novo Testamento.
A palavra Mordomia significa administrar os bens de outrem.
Ao Mordomo é dada a incumbência de zelar pelos bens que pertencem ao seu senhor ou patrão.
Outros verbos de ação que podemos entender como sendo mordomia são: guardar, proteger, conservar, não perder, usar adequadamente, etc...
A Mordomia Cristã então seria estas mesmas ideias, mas com a ênfase no dono sendo Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo.
1) Mordomia Divina – Jo. 17.
2) A Mordomia da Vida – Fl. 2:5-11.
3) A Mordomia da Gratidão – 1ts. 5:18.
4) A Mordomia do Dízimo – Ml. 3:10.
5) A Mordomia do Tempo – Ec. 3:1.
6) A Mordomia do Trabalho – Jo. 5:17.
7) A Mordomia das Riquezas Lc. 12:13-21.
8) A Mordomia do Cálice Transbordante – Sl. 23:1-6.
9) A Mordomia do Discernimento - Números 22: 1 - 35
10) A Mordomia da Dedicação – Tg. 1:21-25.
11) A Mordomia do Exemplo – Mt. 5:13-16.

Vamos ler O Evangelho de João capítulo 17.
1Jesus falou essas coisas e, levantando os olhos ao céu, disse: Pai, é chegada a hora; glorifica a teu Filho, para que também o teu Filho te glorifique a ti, 2assim como lhe deste poder sobre toda carne, para que dê a vida eterna a todos quantos lhe deste. 3E a vida eterna é esta: que conheçam a ti só por único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a quem enviaste. 4Eu glorifiquei-te na terra, tendo consumado a obra que me deste a fazer. 5E, agora, glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse. 6Manifestei o teu nome aos homens que do mundo me deste; eram teus, e tu mos deste, e guardaram a tua palavra. 7Agora, já têm conhecido que tudo quanto me deste provém de ti, 8porque lhes dei as palavras que me deste; e eles as receberam, e têm verdadeiramente conhecido que saí de ti, e creram que me enviaste. 9Eu rogo por eles; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus. 10E todas as minhas coisas são tuas, e as tuas coisas são minhas; e nisso sou glorificado. 11E eu já não estou mais no mundo; mas eles estão no mundo, e eu vou para ti. Pai santo guarda em teu nome aqueles que me deste, para que sejam um, assim como nós. 12Estando eu com eles no mundo guardava-os em teu nome. Tenho guardado aqueles que tu me deste, e nenhum deles se perdeu, senão o filho da perdição, para que a Escritura se cumprisse. 13Mas, agora, vou para ti e digo isto no mundo, para que tenham a minha alegria completa em si mesmos. 14Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os odiou, porque não são do mundo, assim como eu não sou do mundo. 15Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal. 16Não são do mundo, como eu do mundo não sou. 17Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade. 18Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo. 19E por eles me santifico a mim mesmo, para que também eles sejam santificados na verdade. 20Eu não rogo somente por estes, mas também por aqueles que, pela sua palavra, hão de crer em mim; 21para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu, em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste. 22E eu dei-lhes a glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um. 23Eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, e para que o mundo conheça que tu me enviaste a mim e que tens amado a eles como me tens amado a mim. 24Pai, aqueles que me deste quero que, onde eu estiver, também eles estejam comigo, para que vejam a minha glória que me deste; porque tu me hás amado antes da criação do mundo. 25Pai justo, o mundo não te conheceu; mas eu te conheci, e estes conheceram que tu me enviaste a mim. 26E eu lhes fiz conhecer o teu nome e lho farei conhecer mais, para que o amor com que me tens amado esteja neles, e eu neles esteja.

DESENVOLVIMENTO
Sendo crentes aceitamos o fato de que todas as coisas pertencem a Deus, e que tudo que temos é vindo de Deus. Portanto, nós somos mordomos de todas as coisas que temos na vida. Neste período de reflexões com ênfase na Mordomia Cristã, estaremos considerando algumas destas coisas e a nossa atitude para com as mesmas.
Para sermos bons mordomos temos que ter um exemplo ou um ensino que nos oriente na maneira em que devemos exercer o nosso dever como mordomos.
Não há nenhum melhor exemplo do que Jesus Cristo. Olhemos então para o seu comportamento e como ele tem demonstrado a mordomia correta.

I – A MORDOMIA DEMOSNTRADA POR JESUS
Em João capitulo 13, Jesus demonstra o sumo exemplo de serviço ao próximo quando ele lavou os pés dos seus discípulos. Nos capítulos 14, 15 e 16 ele deu explicações do porque da partida dele deste mundo, a promessa do consolador: o espírito Santo, e explicou como os seus seguidores deveriam estar ligados à videira verdadeira que é Cristo.
No capitulo 17, Jesus faz uma oração intercessória a Deus, o Pai, orando pelos seus seguidores. É nesta passagem bíblica que vemos a demonstração da mordomia de Jesus para com o Pai.
1) Verso 4: “Eu glorifiquei-te na terra, tendo consumado a obra que me deste a fazer”. Jesus entendia que uma das suas tarefas ao estar no mundo era de completar a obra para qual ele foi mandado ao mundo.
2) Verso 6: “Manifestei o teu nome aos homens que do mundo me deste; eram teus, e tu mos deste, e guardaram a tua palavra”. Jesus reconhece que Ele recebera de Deus a responsabilidade de manifestar o nome de Deus aos homens em palavra e em ação.
3) Verso 10: “E todas as minhas coisas são tuas, e as tuas coisas são minhas; e nisso sou glorificado”. O relacionamento de Deus e Jesus Cristo é tão estreito que Jesus declara que tudo que Ele tem é de Deus; e por ser obediente em sua vida na terra, Deus não tem negado nada a Jesus, portanto tudo de Deus é de Jesus.
4) Verso 12: “Estando eu com eles no mundo, guardava-os em teu nome. Tenho guardado aqueles que tu me deste, e nenhum deles se perdeu, senão o filho da perdição, para que a Escritura se cumprisse”. Como mencionamos na introdução, definições de mordomia são: guardar, conservar, e não perder. Jesus guarda aquilo que Deus lhe deu de mais precioso, os homens. Ele cuida da melhor maneira possível para que nenhum se perda.

II – O ROGO (PEDIDO) DE JESUS A DEUS (VERSO 15)
“Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal.”

Notei uma coisa interessante pela primeira vez ao estudar esta passagem bíblica. Olhem para o final do versículo 14 que se lê: “... eles não são do mundo, assim como eu não sou do mundo.” Olhem agora para o versículo 16: “Eles não são do mundo, assim como eu não sou do mundo”.

Porque desta repetição de versículo assim tão próximo? Nenhum comentarista arriscou opinar a respeito. A única coisa que podemos discernir é de que quando o autor bíblico faz uma repetição, é para dar ênfase àquela palavra ou frase por não ter um superlativo para expressar a importância. (exemplos: Em verdade, em verdade te digo, Santo, Santo, Santo,...)

Mas, o mais interessante é o recheio deste sanduíche bíblico. Jesus diz: “não peço que os tire do mundo, mas que os guardes do Maligno, ou do mal”.

Não sei sobre você, mas para mim começam a piscar algumas luzes de alerta que querem saber: Por quê? Por quê? Se o mundo é mal, e os seguidores de Cristo são bons, porque não tirar o bom dentre o mal?

Se nós somos posses de Deus, porque correr o risco de perder o que é seu, permitindo assim, que permaneça entre aqueles que são do maligno ou do mal? Jesus apenas pediu que os guarde do Maligno; proteção divina. Os monges entendem até no dia de hoje que eles não devem se contaminar com as coisas do mundo. Eles se separam em mosteiros da comunidade, vivem em simplicidade de vida e alimentação sem querer se contaminar com as coisas do mundo.
Eu creio que Jesus está dizendo que o nosso lugar é no mundo para causar uma diferença no comportamento de indivíduos.

No versículo 18 eu creio que está a resposta às perguntas: “Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo”.
Vemos um mordomo passando o cajado, a responsabilidade a outro mordomo. Este passou a outro; que eventualmente passou a você e a mim.
Qual deve ser a nossa parte como mordomos de Cristo?

III – A MORDOMIA A SER DEMOSNTRADA POR NÓS
Eu acho que as mesmas atitudes de Jesus, são adequadas para nós também. Vou repeti-las:
a) Completando a obra que me deste para fazer.
Somente você sabe o que Deus quer da sua vida. Ele tem lhe dado uma tarefa, ou várias tarefas, para que você faça em seu nome. O seu dever é de fazê-los do melhor dos teus esforços.
b) Manifestar o teu nome... aos que me deres:
Diariamente, Deus coloca pessoas ao nosso redor a quem nós podemos ministrar com no mínimo um sorriso e o máximo que só Deus sabe o que ele quer que nós façamos – posso dizer que testemunho é indispensável para os Filhos de Deus.
c) Todas as minhas coisas são tuas; todas as tuas coisas são minhas:
Tenho tentado ao máximo dedicar-me a Deus; mas confesso que não tenho nem tocado na ínfima parte, a menor parte, o mínimo daquilo que é de Deus que ele quer que eu use para a sua gloria e honra.
d) Guardando os da fé... que nenhum se perca:
É certo que Deus pode usar as escrituras para chamar a atenção de uma pessoa desviada do caminho do Senhor. Mas tenho observado pela experiência de quando uma pessoa é encorajada por outra pessoa, a primeira se sente benquista pela segunda e encorajada a retornar para a vida cristã.
Você tem alguma desculpa aceitável para Deus? Não pense muito, pois afirmo que não tem. Então reconheça a sua fragilidade em servir ao Senhor e procure melhorar. Se esforce ao máximo para isso acontecer em sua vida.

CONCLUSÃO:
Alguém talvez dissesse em argumento: Isto era só para os 11 apóstolos pelos quais Jesus estava orando, não se aplica para mim hoje.
1) Verso 20: “Eu não rogo somente por estes, mas também por aqueles que, pela sua palavra, hão de crer em mim”.
2) Verso 21: “Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu, em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste”.
3) Verso 22: “E eu dei-lhes a glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um”.
4) Verso 23: “Eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, e para que o mundo conheça que tu me enviaste a mim e que tens amado a eles como me tens amado a mim”.

O propósito de Jesus na terra foi de atrair pessoas a ele, e à salvação que há nele. Aqueles que o aceitarem em seus corações foram abençoados a fazerem parte de um grande todo, que é a família de Deus.

O nosso propósito na terra é de louvar a Deus por esta salvação e de atrair outros para esta grande alegria de conhecer a salvação em Cristo Jesus.

A divisa para que podemos memorizar para esses próximos dias encontra-se em Efésios 4:13 e se lê:

“Até que todos cheguemos a unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, ao estado de homem feito, à medida da estatura da plenitude de Deus.”


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