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Tradução ou Transliteração?
  Enviado em 12 Jul 2009 por MoNnY (6064 leituras)
Tradução ou Transliteração?

Nomes próprios não se traduz?
Mas eles questionam essa "tradução", argumentando que nomes não se devem traduzir, mas sim transliterar.
Lembrando que tradução é simplesmente a transposição de uma composição literária de uma língua para outra. Já a transliteração é a versão das letras de um texto em certa língua para as letras correspondentes de outra língua, isto é, fazer corresponder letras que tenham o mesmo som.
Este procedimento é interessante e correto, e por vezes é utilizado nas traduções da Bíblia.
Mas mesmo este argumento pode ser questionado. Por exemplo, não deveríamos chamar Deus de Deus, e sim de Yhvh (como é que se pronuncia isso?), que é uma transliteração do tetragrama hebraico. A substituição por Adonay, porém, fez com que a pronúncia de Yhvh se perdesse no tempo, e o que conhecemos hoje por Jeová é também uma tentativa de traduzir este vocábulo, mas não significa que está correto também.
Neste ponto, muitos estão se perguntando qual seria a tradução correta do nome Yehôshua ou Yeshua para a língua portuguesa? Na realidade nomes próprios "geralmente" não se traduzem, mas se translitera conforme a índole de cada língua. Os nomes Eva, David e outros que levam a letra w wav, "v" em hebraico aparecem como Eua, Dauid, nos textos gregos. No grego moderno a letra b beta b na antigüidade", hoje é v. Hoje se escreve Dabid para David e Eba para Eva..
Não se traduz Bill Gates (do inglês) para Guilherme Portões em português. Também não se traduz Michael Jackson para Miguel Filho de Jacó. Também é errado simplesmente escrever um nome em português da forma como ouvimos em inglês: "Maicou Djéquisson", por exemplo, seria uma esquisitice sem tamanho! O nome deve ser mantido na forma como se escreve no original e, na medida do possível, deve-se manter a pronúncia da língua original.
Exceções à Regra
Então isto significa que quando formos escrever o nome do Salvador devemos simplesmente escrever Yeshuah? É lógico que não! Quando a língua original do nome próprio usar um conjunto de caracteres diferente do nosso, então se processa o que chamamos de transliteração.
Transliteração como vimos acima é a "tradução" letra por letra (ou fonema por fonema) de um conjunto de caracteres para outro. Idiomas como o inglês, espanhol, francês e italiano usam o mesmo conjunto de caracteres que o português (A, B, C, D etc...), portanto não há transliteração entre palavras destes idiomas; mas idiomas como o hebraico, árabe, japonês e grego usam outros conjuntos de caracteres. Nestes casos utilizamos a transliteração para podermos representar em nosso conjunto de caracteres nomes próprios escritos originalmente em outro conjunto de caracteres.
As regras de transliteração não são complicadas. Vamos tomar como exemplo o conjunto de caracteres gregos: a (alfa), ß (beta), ? (gama), d (delta), e assim por diante. Numa transliteração de nomes escritos com caracteres gregos, cada letra grega é substituída por uma letra do conjunto de caracteres latinos. Por exemplo, a letra a (alfa) seria transliterada para a letra "A", a letra ß (beta) seria transliterada para a letra B, e assim por diante.

Há nomes que permanecem inalteráveis em outras línguas, mas não são todos. Como já dissemos, nome próprio, geralmente não se traduz; mas às vezes, sim. E o nosso maior exemplo vem justamente da Bíblia Sagrada. Foi o que aconteceu com Simão, a quem Jesus disse: "O seu nome é Simão... de agora em diante o seu nome será Cefas (que quer dizer Pedro)" (João 1.42). Cefas é palavra aramaica que quer dizer "pedra". Pedro é em grego Petros, que quer dizer "pedra". E esse nome, resultado de tradução e não de transliteração, foi o que se tornou mais comum, e baseado nele foi que Jesus construiu o trocadilho registrado em Mateus 16.18.
Exemplos clássicos:
João - O nome "João", por exemplo é Yohanan, em hebraico; Ioannes, em grego; John, em inglês; Jean, em francês; Giovani, em italiano, Juan, em espanhol; Johannes, em alemão.
Jacó - Jacó, em hebraico é Yaakov; Iakobo (Tiago), em grego; Jacques, em francês; Giácomo, em italiano; Jacob, em inglês.
Todavia, há nomes que mudam substancialmente de uma língua para outra.
Eliazar, em hebraico, é Lázaro em grego.
Elisabete é a forma hebraica do nome grego Isabel.
O argumento, portanto, de que todo nome deve ser preservado na forma original, em todas as línguas é inconsistente, sem apoio bíblico.
Dai notamos que o nome "Jesus" é resultado da transliteração pura e simples do original grego Iesous (pronuncia-se Iesus), contradizendo a hipótese de que o nome "Jesus" originou-se através de uma tentativa mal intencionada dos papas de blasfemar do nome do Salvador.
Para definitivamente remover qualquer dúvida sobre o assunto, basta consultar a versão Septuaginta (LXX), uma tradução do Velho Testamento feita por setenta (?) mestres judeus no segundo século antes de Cristo. Eles traduziram o Velho Testamento do hebraico para o grego a fim de atingir os judeus da dispersão. (Lembre-se que o grego era a língua mais falada no império Romano). Nesta versão o nome de Josué, que em hebraico se escreve Yehôshua' , ou em sua forma abreviada Yeshuah, foi transliterado para o grego exatamente da mesma forma que o nome de Jesus no Novo Testamento.
Trecho do Livro de Josué 1:10-12 na Septuaginta
Os sábios judeus transliteraram a letra hebraica ? (shin) para a letra grega s (sigma). A transliteração de "shin" para "sigma" foi feita em outros casos. Veja a tabela abaixo:
NOME EM PORTUGUÊS NO HEBRAICO TRANSLITERAÇÃO NA LXX TRANSLITERAÇÃO PARA CARACTERES LATINOS
Esaú (`Esav) esan Esaú
Sete (Shen) shq Seth
Moisés (Mosheh) mwushs Moises
Isaías (Yeshayah) hsaias Esaias
Oséias (Howshea) wshe Hosee
É importante ressaltar que na transliteração de um conjunto de caracteres para outro, nem sempre a pronúncia original é mantida. Isto ocorre porque nem todos os fonemas de um idioma têm representação gráfica e podem ser devidamente pronunciados em outro idioma.
Da análise destes fatos concluímos que a forma Iesus ou Jesus é totalmente adequada para nos referirmos ao nosso Salvador e nada há de blasfêmia colocada por Jerônimo.
Até hoje existem palavras em português que não tem tradução em Inglês. Por exemplo as palavras: saudade, feijoada, brigadeiro, salgado, corte de carne etc...precisam ser parafraseadas em inglês.
Finalmente, o Movimento do Nome Yehoshuah tem uma antropologia distorcida. Na Bíblia, o nome é como um sinônimo da própria pessoa. A pessoa é o que é, e não deixa de o ser se seu nome for traduzido ou transliterado para outra língua. Saulo de Tarso não mudou quando foi chamado de Paulo. Simão não deixou de ser o que era quando foi chamado por Jesus de Pedro. Ademais, o nome Josué (equivalente hebraico do nome Jesus - o Novo Testamento grego não distingue entre Josué e Jesus) aparece como Jeshua cerca de 29 vezes nos livros de Crônicas, Esdras e Neemias (incluindo Ed 5.2 em aramaico), assim como Jehoshuah aparece cerca de doze vezes em Ageu e Zacarias. Muitas vezes esses dois nomes se referem à mesma pessoa, o filho de Jozadaque.

O NOVO TESTAMENTO FOI ORIGINALMENTE ESCRITO EM HEBRAICO?
Este é mais um dos absurdos propalado pelos líderes deste movimento. Dizem que todo o Novo Testamento foi escrito em hebraico. Eles falam isto sem nenhuma prova material. Nenhuma evidencia é mostrada que apóie tal teoria. Mas este argumento é muito importante para eles, pois se o NT foi escrito em hebreu o nome de Jesus deveria ter sido escrito como Yehoshua. Caso contrário isto anularia o peso da argumentação de toda a teoria em cima disto.
O evangelho de João
A igreja onde congrego possui missões na América Central, em países como Honduras, Peru e Nicarágua. Quando recebemos cartas dos missionários brasileiros eles geralmente referem-se aos acontecimentos do povo no qual se encontram como os "nicaragüenses", "os peruanos", o "pessoal de Lima" e assim por diante. Por outro lado quando enviamos nossas correspondências a eles, não precisamos usar esta linguagem nos referindo como "os brasileiros", "os paulistas" ou os "cariocas", quando falamos de acontecimentos de nossa nação. Há uma simples razão para tudo isso: é que estamos escrevendo a outra pessoa de nossa própria nação, um brasileiro. Ele não precisa dessas referências, pois conhece muito bem sua pátria. Mas, por outro lado, os acontecimentos que eles relatam estão falando de um povo diferente do nosso, com costumes e línguas diferentes, então aí se faz necessário o uso de tais expressões.

Os judeus no evangelho de João
Este mesmo exemplo que relatamos acima é encontrado no Evangelho de João. Lucas e João usa mais de oitenta vezes a expressão "os judeus". Isto prova que nós estamos lendo um livro "não judaico" escrito para pessoas de outra nacionalidade.
Veja alguns poucos exemplos e tire você mesmo a conclusão:
"E este foi o testemunho de João, quando os judeus lhe enviaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para que lhe perguntassem: Quem és tu?" (João 1.19)
Esta é a primeira referência feita por João aos judeus em seu Evangelho.
Tão logo ele introduz esta referência em sua narrativa, ele os denomina de "os judeus". Ele os identifica como de uma nação diferente daquela a qual ele está a escrever. De outro modo por que então ele iria dar esta explicação? João escreveu seu evangelho para não-judeus de nacionalidade grega.
Considere outro exemplo:
"E grande número dos judeus chegou a saber que ele estava ali..." (João 12:9)
Veja que para seus leitores ele faz uma referência, ele diz "grande número dos judeus". Seria desnecessário ele mencionar esta explicação se seus leitores fossem judeus?!
Ele usou este recurso para dizer às pessoas as quais estava escrevendo que os judeus eram uma nação diferente.
A mulher samaritana
No episódio de Jesus e a mulher samaritana, João nos mostra alguns exemplos de como a língua é utilizada para fazer distinções entre povos:
"Disse-lhe então a mulher samaritana: Como, sendo tu judeu, me pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana? (Porque os judeus não se comunicavam com os samaritanos.)" (João 4.9)
Ora, qualquer judeu, saberia muito bem da rixa existente entre judeus e samaritanos. Seria desnecessário João escrever desta maneira para um judeu. Por outro lado, um grego desconhecia por completo este fato. Sendo assim, João introduz no final da narrativa uma explicação de que os judeus não se davam com os samaritanos. Isto seria desnecessário a um judeu, mas não a um grego.
Por usar o termo "os Judeus" João atesta a distinção entre as pessoas judias e não judias.
O evangelho de Lucas
Lucas é outro exemplo de como o Novo Testamento foi escrito em grego.
Lucas era um médico de nome gentio. Seu nome é uma forma abreviada de Lucios (nome grego). Seu evangelho foi escrito também para um gentio grego, Teófilo que significa "amigo de Deus".
Lucas era companheiro de Paulo e viajou muito com o apóstolo em terras gregas (Cl. 4.10-14).
Ele era grego por nascimento e conseqüentemente falava a língua grega.
Um grego escrevendo para outro grego. É óbvio que este evangelho só poderia estar na língua grega e não hebraica.
O estilo introdutório de Lucas
Tanto o livro de Atos como o evangelho segue as características do estilo de cartas usadas pelos escritores gregos.
Se este livro foi escrito em hebraico, é estranho que ele possui traços e estilos de uma escrita grega.
Existem algumas explicações nos escritos lucano que não deixam margem para a constestação de que tal evangelho foi escrito em grego, para um grego. Eis a primeira:
"Aproximava-se a festa dos pães ázimos, que se chama a páscoa." (Lucas 22.1)
Ora, se Teófilo fosse judeu, Lucas não teria de gastar explicações com coisas basilares do judaísmo. Qualquer judeu, desde sua tenra infância sabe que a festa dos pães ázimos é a páscoa. Mas ele precisou explicar isso a Teófilo, pois ele não era judeu, mas grego.
A outra se encontra em Lucas 23.50:
"Então um homem chamado José, natural de Arimatéia, cidade dos judeus, membro do sinédrio, homem bom e justo"
Ora, Lucas não precisaria dizer para um judeu que Arimatéia era uma "cidade dos judeus". Não faz sentido. Mas como um gentio não conhece estas coisas foi necessário dar esta explicação.
Duas traduções

No decorrer do seu evangelho Lucas mostra que Teófilo não era de fato judeu. Os judeus daquela época falavam o aramaico, mas Lucas precisou explicar e traduzir duas palavras simples que qualquer judeu poderia saber perfeitamente.
"Então José, cognominado pelos apóstolos Barnabé (que quer dizer, filho de consolação)"(Atos 4.36)
Barnabé é um nome aramaico. Esta era a língua falada por Jesus e os apóstolos na palestina e pela maioria dos judeus daquela região. Mas Lucas viu uma necessidade de traduzir para o grego o nome aramaico do discípulo.
Outro exemplo temos em Atos 9.36:
"Havia em Jope uma discípula por nome Tabita, que traduzido quer dizer Dorcas"
Lucas novamente socorre seu amigo grego ao traduzir uma simples palavra aramaica para o grego. Tabita traduzido para o grego é Dorcas que significa gazela.
Ora, tradução só é possível quando duas línguas estão envolvidas. Uma palavra não pode ser traduzida dentro da língua que ela mesma faz parte. Uma palavra dentro de seu próprio idioma pode ser no máximo explicada e não traduzida. Mas Lucas usou o termo "traduzir" para explicar o nome da menina em grego.

Palavras e frases da língua hebraica traduzidas para o grego
Existem várias palavras e frases hebraicas e aramaicas traduzidas pelos autores do Novo Testamento que torna injustificável a defesa de um original hebraico para o Novo Testamento. Iremos mostrar abaixo algumas delas:
EMMANUEL
Muitos adeptos do nome Yehoshua acreditam que Mateus foi escrito em hebraico. Todavia existem certas marcas em Mateus características de um original grego e não hebraico ou aramaico.
Por exemplo, Mateus faz uma citação profética de Isaías sobre a virgem e aplica-a em Jesus.
"Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, o qual será chamado EMANUEL, que traduzido é: Deus conosco." (Mateus 1.23)
Isto é o que Isaías havia dito centenas de anos antes de Cristo nascer.
Mateus ao aplicar esta profecia a Cristo traduz a palavra hebraica Emanuel.
Se Mateus estivesse escrevendo em hebraico para pessoas que compreendiam o hebraico, certamente ele nunca iria traduzir uma palavra de sua própria língua para pessoas que estavam familiarizadas com ela!
Isso fica mais evidente quando sabemos que Isaías ao escrever essa profecia em seu livro, ele a escreveu para leitores de fala hebraica (Isaías 7.14). Ele não dá nenhuma tradução para o nome Emanuel, pois seus leitores judeus sabiam o que significava tal palavra na sua língua natal. Desnecessário era fazer qualquer explicação. Mas porque será que Mateus precisou traduzir essa palavra? Simplesmente porque seus leitores não eram judeus e nem ele escreveu em hebraico, mas em grego.
TALITHA CUMI
No Evangelho de Marcos temos outros exemplos de palavras traduzidas:
"E, tomando a mão da menina, disse-lhe: Talita cumi, que, traduzido, é: Menina, a ti te digo, levanta-te." (Marcos 5:41)
Marcos traduziu esta frase aos seus leitores por que nenhum deles conhecia o aramaico, mas somente o grego no qual foi escrito seu evangelho.
ELOI, ELOI
Outro exemplo de uma frase aramaica que Marcos sentiu necessidade de traduzir aos seus leitores foi o lamento de Jesus na cruz:
"E, à hora nona, bradou Jesus em alta voz: Eloí, Eloí, lamá, sabactani? que, traduzido, é: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?" (Marcos 15.34)
Jesus estava falando em aramaico e Marcos desejava que seus leitores soubessem o significado daquelas palavras em grego, então resolveu traduzi-las. Isto mostra que Marcos também escreveu seu evangelho em grego. Algo interessante ainda é saber que Jesus usou o nome Eloi e não Yá, ou YHWH.
RABI E RABONI
Outro exemplo nós temos na palavra Rabi e Raboni:
"Voltando-se Jesus e vendo que o seguiam, perguntou-lhes: Que buscais? Disseram-lhe eles: rabi (que, traduzido, quer dizer Mestre), onde pousas?" (João 1.38)
"Disse-lhe Jesus: Maria! Ela, voltando-se, disse-lhe: Raboni (que quer dizer Mestre)!" (João 20.16)
Rabi é uma palavra hebraica, enquanto raboni é aramaico, ambas querem dizer a mesma coisa. Isto prova que os leitores de João não entendiam nenhum dos dois idiomas. João precisou traduzir ambas para o grego afim de torná-las compreensível aos seus leitores gregos.
MESSIAS
João utilizou a palavra Messias duas vezes em seu Evangelho:
"Ele achou primeiro a seu irmão Simão, e disse-lhe: Havemos achado o Messias (que, traduzido, quer dizer Cristo)." (João 1.41)
"Replicou-lhe a mulher: Eu sei que vem o Messias (que se chama o Cristo); quando ele vier há de nos anunciar todas as coisas." (João 4.25)
A palavra Messias fazia parte da vida dos judeus. A esperança messiânica estava no auge quando Jesus nasceu. Portanto, era inconcebível que um judeu não soubesse o significado desta palavra. Contudo, João precisou traduzi-la para o grego. Pois os gregos não estavam familiarizados com expressões judaicas.
Ao contrário de João, Daniel usou a palavra messias duas vezes em seu livro (9.25,26), mas não precisou dar explicação alguma. Simples, os leitores de Daniel sabiam o hebraico e aramaico no qual foi escrito seu livro. Daniel escrevia para judeus em hebraico e João para gregos em idioma grego.
Os leitores de João não sabiam que a palavra hebraica Messias significava "ungido". Mas a palavra "ungido" em grego era Cristo. Então foi fácil para João fazer a tradução para uma melhor compreensão de seus leitores.
CEPHAS

O sobrenome que Jesus deu a Simão é mais uma tradução que encontramos no primeiro capítulo de João.
"E o levou a Jesus. Jesus, fixando nele o olhar, disse: Tu és Simão, filho de João, tu serás chamado Cefas (que quer dizer Pedro)." (João 1.42)
Cefas é uma palavra aramaica muito conhecida para um judeu. Mas João precisou traduzi-la como "Petros" que em grego significa pedra.
GABATÁ
"Pilatos, pois, quando ouviu isto, trouxe Jesus para fora e sentou-se no tribunal, no lugar chamado Pavimento, e em hebraico Gabatá." (João 19.13)
"...saiu para o lugar chamado Caveira, que em hebraico se chama Gólgota," (João 19.17)
Nestas duas frases João primeiro dá o significado delas em grego e depois mostra a seus leitores como os judeus chamam estes lugares em hebraico. Se seus leitores fossem hebreus, seria até ridículo João tentar explicar o significado destes lugares a eles. Mas o caso é que João escreveu em grego para leitores de nacionalidade grega.
ACÉLDAMA
Lucas também lança mão do mesmo artifício quando escreve ao seu amigo grego Teófilo:
"E tornou-se isto conhecido de todos os habitantes de Jerusalém; de maneira que na própria língua deles esse campo se chama Acéldama, isto é, Campo de Sangue)" (Atos 1.19)
Lucas distingui as pessoas de Jerusalém por chamar os judeus de "eles" ("na própria língua deles") e em seguida dá o significado aramaico do campo de sangue, isto é "Acéldama".
Até aqui nós temos visto que todos os cinco primeiros livros que compõe o Novo Testamento foram escritos em grego. Os destinatários destes livros não entendiam hebraico, por isso muitos nomes próprios da língua hebraica ou aramaica precisou ser traduzidos para o grego. Também a distinção entre os povos do qual se fala (judes) e para o qual o escritor está escrevendo (gregos) também é clara. As evidências cumulativas provam sem sombra de dúvida que esses livros foram escritos em grego e não hebraico ou aramaico.
Paulo e os gregos
Certa vez precisei usar um artigo de um Instituto de Pesquisa norte americano. Como eu sabia que os norte americanos falam o inglês, redigi meu e-mail em língua inglesa pedindo autorização para usar o referido artigo. Eu não poderia escrever em português, pois sabia que eles eram americanos e o idioma oficial é o inglês. Eu não poderia escrever em qualquer outra língua, alemão, chinês, italiano. Não. Tinha de ser em inglês o pedido de autorização.
Paulo procedeu da mesma maneira ao redigir suas cartas às igrejas ou pessoas individualmente. Todos eles foram escritos em grego porque o idioma de tais pessoas era o grego e não o hebraico.
Pondere nas seguintes verdades: Paulo não era somente judeu, mas também cidadão romano. Como cidadão romano ele poderia viajar livremente pelo império. Paulo visitou várias cidades gregas e conheceu seus costumes, arte, cultura e religião.
Todas as epístolas que ele escreveu foram para igrejas gregas: Corinto, Gálatas, Éfeso, Colossos, Filipos, Tessalonica; ou para pessoas gregas como Tito, Timóteo e Filemon. É óbvio que ele iria escrever em grego e não em hebraico!
Paulo conhecia bem de perto os jogos Olímpicos, ele chega a usar termos esportivos como figura de linguagem a fim de ilustrar as verdades espirituais: ele fala em coroa (I Co. 9.25) e atleta (II Timóteo 2.5).
Ele conhecia os poetas gregos e até cita uma fala deles em Atos 17.28 e I Corintios 15.33, como aos filósofos cretenses em Tito 1.12.
ABBA
"...pelo qual clamamos: Aba, Pai!" (Romanos 8.15)
Paulo escrevendo aos romanos que não conheciam a língua aramaica precisou traduzir uma palavra que para qualquer judeu era fácil o significado, trata-se da palavra "abba" que significa pai. Isto prova que o livro aos romanos não foi escrito em hebraico ou aramaico, mas em grego.
A epístola aos hebreus
Mas o que dizer então da epístola aos hebreus? Não foi Paulo quem a escreveu?
Ora, se esta epístola foi escrita de fato para crentes hebreus, foi na língua hebraica e não grega!
A objeção levantada acima apesar de sustentar um verniz de lógica, não procede pelas seguintes razões:
1. A epístola é anônima;
2. É diferente das cartas paulinas cuja introdução ou desfecho trazia o nome do autor;
3. Não sabemos quem são seus destinatários.
4. Apesar do Velho Testamento ser citado em abundância, todas as citações são da Septuaginta e não do texto massorético hebraico. A septuaginta era o velho Testamento em grego. É claro que seus leitores, se não fossem gentios, eram judeus helenizados que conheciam o grego. O certo é que todo o livro de Hebreus foi escrito em grego para judeus (?) que falavam esta língua.
Os manuscritos do Novo Testamento
Uma outra prova esmagadora a favor da origem grega do Novo Testamento são os milhares de manuscritos antigos.
São mais de cinco mil manuscritos do Novo Testamento descobertos pelos estudiosos. Todos estão escritos em grego. NÃO HÁ NENHUM EM HEBRAICO. Isto é prova suficiente que Todo o Novo Testamento foi escrito em grego. Até mesmo os manuscritos encontrados nas cavernas de Qumran no mar morto, atribuídos ao Novo Testamento estão em grego. Isso se torna mais importante pelo fato de que os essênios eram judeus extremistas de fala hebraica. Todos os manuscritos do velho Testamento encontrados nas cavernas estão em hebraico.
Até mesmo os Novos Testamentos traduzidos para o hebraico são versões das cópias de manuscritos gregos! Isto é um fato muito importante! Agora pense um pouco: se o Novo Testamento, como dizem os adeptos do "nome sagrado" foi originalmente escrito em hebraico, por que todas estas edições em hebraico precisou ser traduzidas do grego, se por ventura existisse um manuscrito em hebraico? Há uma resposta simples para esta pergunta: é porque NÃO HÁ nenhuma cópia antiga Hebraica do Novo Testamento. Todo os manuscritos antigos estão em grego.
Para tentar derrubar esta prova clara a favor do Novo Testamento em grego, os adeptos do Movimento do Nome Sagrado apelam para especulações e teorias infundadas. Alguns dizem que o original hebraico está escondido na biblioteca do Vaticano, outros acreditavam que as pesquisas nas cavernas do mar morto poderão ainda trazer a tona estes manuscritos em hebraico.
Mas o caso é que nenhuma e nem outra é verdadeira.
Primeiro, que não há prova alguma de que o Vaticano esteja escondendo nenhum manuscrito em hebraico. Este é o mesmo argumento usado pelos fanáticos por "óvinis" (discos voadores). Dizem que o governo norte americano esconde em suas bases militares uma nave com extraterrestres capturados. Segundo eles, o governo norte americano, estaria escondendo a verdade para o mundo.
Segundo, as pesquisas nos manuscritos do mar morto nas cavernas de Qumran, já terminaram e não foi encontrada nenhuma ligação entre a seita essênica e Jesus, como especulavam alguns e muito menos manuscritos do Novo Testamento em hebraico como delirantemente sugerem outros do Movimento do Nome Sagrado. (revista Galileu na edição de Março de 2002, pág. 29)
Sendo assim, este movimento sectário labora em grave erro ao persistir numa tese que não tem o mínimo de fundamento, nem na Bíblia ou na história.
NOMES GREGOS E ROMANOS
É errado usar nomes gregos ou romanos?
Os adeptos do Movimento do Nome Sagrado alegam que nunca os judeus usariam um nome pessoal de uma nação pagã como a Grécia e Roma em seus filhos. Acontece que isto é uma tremenda falta de conhecimento bíblico; muitos personagens bíblicos tinham o costume de serem conhecidos por dois nomes: um judeu e outro gentílico. Outros ainda tinham nomes de deuses pagãos como foi o caso do judeu Apolo, companheiro de Paulo (Atos 18.24).
Apolo era uma abreviação de Apolônio, era o deus da oratória e também representava o deus sol.
Se Paulo se importasse realmente com isso, iria imediatamente trocar o nome de seu companheiro por um nome hebraico, com o sufixo do nome de Deus "yah". Mas, ao contrário dos adeptos do nome Yehôshuah, ele não se importava com isso!
Eis alguns nomes duplos usados no Novo Testamento:
O pescador Simão Barjonas (nome hebraico) recebeu um nome grego (Pedro) pela boca do próprio Messias (Mateus 16.17,18);
Mateus (nome grego) e Levi (nome hebraico) eram nomes de uma mesma pessoa, e não de duas pessoas distintas.
Silas e Silvano eram nomes de uma mesma pessoa, e não de duas pessoas distintas.

"Todavia Saulo, também chamado Paulo, cheio do Espírito Santo, fitando os olhos nele" - Atos 13.9
Saulo de Tarso recebeu o nome de Paulo. Vale lembrar que Saulo é seu nome hebraico (Shaul, transliterado Saul em português) e Paulo, seu nome latino.
"E apresentaram dois: José, chamado Barsabás, que tinha por sobrenome o Justo, e Matias." - Atos 1.23
"Barnabé e Saulo, havendo terminado aquele serviço, voltaram de Jerusalém, levando consigo a João, que tem por sobrenome Marcos" Atos 12.25
"Ora, na igreja em Antioquia havia profetas e mestres, a saber: Barnabé, Simeão, chamado Níger, Lúcio de Cirene, Manaém, colaço de Herodes o tetrarca, e Saulo" - Atos 13.1
"e Jesus, que se chama Justo..." - Colossenses 4.11
Obs: O apelativo justo também era comum nome próprio judaico, embora de origem latina. (Atos 18.17)
Um outro personagem que possuía dois nomes era o historiador judeu José Ben Matthias cujo nome latina era Flavius Josephus (Flávio Josefo).
Vimos então que os judeus daquela época possuíam dois nomes, um judaico e outro gentílico, mas não se importavam com isso. Agora vem um grupo de pessoas que nem ao menos conhece o básico da língua portuguesa e quer "reinventar a roda" em cima do nome do filho de Deus. Absurdo!!!
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JESUS: UM NOME MUNDIAL
Veja logo abaixo como o nome de Jesus Cristo aparece em outras línguas
Observe a passagem de Marcos 1.1 em outras traduções com o nome de Jesus em destaque
(ARA-Brasil) Princípio do evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus.
(ALB-Albania) Fillimi i Ungjillit të Jezu Krishtit, Birit të Perëndisë.
(BANGALA) Oyo ezali ebandeli na Nsango Malamu na Yesu Kristo, Mwana na Nzambe.
(BYZ -grego bizantino) arch tou euaggeliou ihsou cristou uiou tou yeou
(CORNLCU-Roma) 'nceputul Evangheliei lui Isus Hristos, Fiul lui Dumnezeu.
(Crl-Haiti) Men konmansman Bon Nouvèl ki pale sou Jezikri, Pitit Bondye a.
(DIODATI -Italiana) IL principio dell'evangelo di Gesù Cristo, Figliuol di Dio.
(DRB-França) Commencement de l'évangile de Jésus Christ, Fils de Dieu,
(ELB-Alemanha) Anfang des Evangeliums Jesu Christi, des Sohnes Gottes;
(FIN-Finlândia) Jeesuksen Kristuksen, Jumalan Pojan, evankeliumin alku.
(GUARANY-Paraguai) Jesús, upe Mesías Tupa Ra'y, marandu pora nepyruha.
(RST-Rússia) Ír÷rëî Lâríalëc? Ccnónr Odcnnr, Nuír Áîcc?,
(Rv-Espanha) PRINCIPIO del evangelio de Jesucristo, Hijo de Dios.
(SANGO-Sango) Commencement ti Tene-ndjoni ti Jésus-Christ, Melengue Tinzapa.
(SHR-Equador) Jui Jesukrístunu shiir chicham nánkameawai. Jesukrístu Yusa Uchirínti.
(UKRAINE-Ucrânia) Dî÷rnîe Sâríalëlz ?nónr Odcnnr, Ncír Áîcîaî.
(VIET-Vietinã) . Ñaàu Tin Laønh cuûa Ñöùc Chuùa Jeâsus Christ, laø Con Ñöùc Chuùa Trôøi.
(VULGATA - Latina) initium evangelii Iesu Christi Filii Dei
O NOME CRISTÃO É PAGÃO?
É errado usar o nome "cristão"?
Segundo, os adeptos do Nome Yehoshuah, sim. Isto porque, entendem que o nome cristão foi dado como uma zombaria aos discípulos de Yehoshuah, e como o termo deriva da palavra grega "Cristo", que segundo dizem veio do nome KRISHNA, um dos deuses do Hinduísmo, os verdadeiros Filhos de Deus nunca deveriam ser chamados de cristãos, mas de "messianitas". Seria isto verdade?
O que é significa o vocábulo cristão?
O vocábulo cristão, christianoi em grego ou christianus em latim, aparece apenas três vezes no Novo Testamento (At 11:26; 26:28 e I Pedro 4:16). A desinência ão (de cristo+ão=cristão) significa "seguidor de, adepto de". Segue a ordem de termos como herodianos (Mateus 22.16) que no grego é herodianoi, isto é seguidores de Herodes.
Os judeus costumavam chamar os cristãos pelo apelido de nazarenos o que para eles era termo depreciativo, porquanto Nazaré era uma aldeia insignificante (João 1.46). Nos escritos de Gregório, ficamos sabendo que os judeus costumavam fazer objeção a esse nome (Cristo) como designação para indicar os seguidores de Jesus, e preferiam chamá-los "galileus". Eles faziam isto porque não queriam associar Jesus com o Messias ungido, pois em grego o termo ungido significa cristo.
O argumento de que o nome cristão era uma zombaria dada pelos pagãos não procede. Bastaria apenas uma olhada rápida nestes três versículos do Novo Testamento citados acima para provar que além de não ser de origem pagã, este nome havia se tornado motivo de orgulho para toda a igreja. Vejamos:
1º exemplo - "e tendo-o achado, o levou para Antioquia. E durante um ano inteiro reuniram-se naquela igreja e instruíram muita gente; e em Antioquia os discípulos pela primeira vez foram chamados cristãos." - Atos 11.26
Comentário: Neste verso podemos saber da origem deste nome.
É interessante que Lucas não faz nenhum comentário depreciativo em cima disto. Ora, se tal nome fora dado pelos gentios para denegrir ou zombar dos discípulos do Messias, Lucas certamente teria acrescentado algum comentário em seguida do tipo: "em Antioquia os discípulos pela primeira vez foram chamados cristãos...para zombarem do nome do salvador Yehoshuah". Mas para decepção da seita do nome sagrado nada foi acrescentado. E sabe por quê? Porque Lucas certamente sabia que tal nome foi dado não como zombaria, mas para identificar aqueles discípulos com seu mestre.
Provas históricas de que os discípulos foram chamados de cristãos
Cornélio Tácito (55-117), um dos mais famosos historiadores romanos, governador da Ásia em 112 A.D.,genro de Júlio Agrícola que foi governador da Grã-Bretanha, escreveu o seguinte sobre Cristo:
"O fundador da seita foi Crestus, executado no tempo de Tibério pelo procurador Pôncio Pilatos." (Tácito, "Anais" XV,44)
Suetônio (70-160),, historiador romano, oficial da corte de Adriano, escritor dos anais da casa imperial em sua Vida de Cláudio, 25.4, conta que o Imperador "expulsou de Roma os judeus em constante agitação por causa de Chrestus". Também diz que "Nero infligiu castigo aos cristãos, um grupo de pessoas dadas a uma superstição nova e maléfica"

2º exemplo - "Disse Agripa a Paulo: Por pouco me persuades a fazer-me cristão. Respondeu Paulo: Prouvera a Deus que, ou por pouco ou por muito, não somente tu, mas também todos quantos hoje me ouvem, se tornassem tais qual eu sou, menos estas cadeias." - Atos 26.28
Comentário: Neste texto podemos entender claramente que até mesmo um rei pagão identificava o nome "cristão" com os seguidores do messias e não com um deus pagão. E não é só isso, Agripa afirma que Paulo queria transforma-lo em cristão. E Paulo responde "Prouvera a Deus que, ou por pouco ou por muito, não somente tu, mas também todos quantos hoje me ouvem, se tornassem tais qual eu sou". E como Paulo era? Simples, um seguidor de Cristo, um cristão. E ele mesmo diz que queriam que todos fossem como ele, um seguidor de Cristo, um cristão.
3º exemplo - "mas, se padece como cristão, não se envergonhe, antes glorifique a Deus neste nome." - I Pedro 4.16
Comentário: Este verso quase que dispensa comentários, tamanha é a clareza do texto. Pedro diz duas coisas a respeito do nome "cristão":
Primeiro, era um nome do qual não deviam se envergonhar.
Segundo, era um nome que glorificava a Deus. Duas coisas que os adeptos do Nome Yehoshuah não podem fazer, pois incessantemente blasfemam deste nome maravilhoso. Com certeza eles não são cristãos!
O nome Cristo veio de Krishna ?

Foneticamente os dois nomes são parecidos, mas etmologicamente não. Suas origens são completamente diferentes. É a mesma coisa que dizer que o nome Yeshua deriva de Exu, um falso deus africano.
A própria Bíblia nos diz o significa do nome-título Cristo:

"Ele achou primeiro a seu irmão Simão, e disse-lhe: Havemos achado o Messias que, traduzido, quer dizer Cristo" - João 1.41
Portanto, o Cristo grego é o mesmo Messias judaico e ambos significam "ungido".
Por outro lado, Krishna vem do sânscrito uma língua indiana. Na literatura hindu, chamada Bhagavad-Gita, Krishna é a encarnação do deus Brahama. Deixemos que os próprios Hare Krishna dêem o significado deste nome: "Na Bíblia Ele é chamado de Jeová ("O Poderoso"), no Alcorão por Alá ("O Grande") e no Bhagavad-gita por Krishna, um nome em sânscrito, que quer dizer "O Todo atrativo"." (http://www.gopala.com/paramgati/ )

O que a seita dos Hare Krishna dizem sobre a palavra Cristo?

"A palavra Cristo ou "Christos" é a tradução grega do Hebraico "Messias" que quer dizer "o consagrado ou o ungido".
(http://www.harekrishna.com.br/)
Como todos podem ver, são os próprios Hare Krishna que desmentem os adeptos do Nome Yehoshuah, porquanto há um enorme abismo entre o falso deus Krishna dos hindus e o verdadeiro Deus e a vida eterna dos cristãos - Cristo.
Para finalizar podemos dizer que os seguidores do Messias eram conhecidos por vários nomes tais como: galileus, nazarenos (At.24.5) e cristãos, mas nunca jamais por messianitas.

CENTRO APOLOGÉTICO CRISTÃO DE PESQUISAS
Jesus falava grego?
Alguns especulam que Jesus não falava o idioma grego. Sustentam isso com o único objetivo de anular a verdade de que todo o NT foi escrito na língua helênica.
Dizem os adeptos do 'Movimento do Nome Sagrado" que o grego era uma língua pagã e por isso Jesus não poderia falar o grego.
Mas, Jesus, falava o grego ou não ? E se de fato falava, poderemos encontrar pistas disto nas páginas do NT?
Pois bem, existem algumas passagens no NT que não deixam dúvidas de que Jesus falava realmente o grego daquela época.
Eu Sou o Alfa e o Omega
No livro do Apocalipse Jesus se intitulou como Alfa e Ômega.
Ora, o que isto significa?
Significa que Jesus usou a primeira e a última letra do alfabeto grego.
Este alfabeto possui 22 letras sendo que a primeira dele é chamada de Alfa e a última de Ômega.

Eu sou o Alfa e o Ômega...
Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim...
Eu sou o Alfa e o Ômega, o primeiro e o último... (Apocalipse 1:8 - 21:6 - 22:13)
Quando Jesus disse isto Dele mesmo, "Eu sou o Alfa e o Ômega," ele estava falando o idioma grego. Ele usa essas duas letras gregas para ilustrar uma afirmação. "Eu sou o primeiro e o último.", "Eu sou o começo e o fim." Desta maneira Jesus nos mostra que Ele participa da divindade. No Antigo Testamento Deus se revelara com o título de "o primeiro e o último". (Isaías 44.6 - 48.12)
Na Midrash, (comentário teológico judaico), lê-se que o "selo de Deus" consiste de três letras do alfabeto hebraico, "alefe, men e tave", a primeira letra, a letra do meio e a última letra deste alfabeto hebraico.
Com isso Jesus estava dizendo que ele era o Deus onisciente, que sabe todas as coisas, onipresente, que está em todos os lugares da história, e onipotente, que pode tudo em todas as coisas. Jesus conhece as coisas do começo ao fim.
Isso subentende que Jesus conhecia todo o alfabeto grego, do começo ao fim.
É digno de nota que estas palavras de Jesus iriam ser escritas por João e reproduzidas nas igrejas. Caso o Apocalipse não tivesse sido escrito na língua grega, não faria sentido Jesus falar em caractere grego. Ao invés disso, se o livro estivesse destinado a crentes judeus, na língua hebraica, Ele certamente usaria a frase "Eu sou o Aleph e o Tav" que são respectivamente a primeira e a última letra do alfabeto hebraico. Nunca Ele usaria a expressão "Eu sou o Alfa e o Ômega".
Já que Jesus é uma testemunha fiel e verdadeira (Apocalipse 3.14), não há porque negar que Ele esteja dizendo a verdade!
Jesus um poliglota ?
Se cremos que Jesus é Deus, e Ele mesmo disse que para Deus nada há impossível (Marcos 10.27), então Jesus poderia perfeitamente falar o grego.
Se partimos da premissa de que Jesus criou todas as coisas, incluindo a língua dos homens, então é bem provável que Ele tinha o poder de falar qualquer língua ou dialeto da terra!
Apesar de óbvia, a questão não é exatamente essa, para nós o que interessa é: Jesus falava o grego quando viveu aqui na terra?
Se levarmos em consideração o contexto cultural no qual Jesus vivia, é bem provável que Ele falava o idioma grego.
Ele viveu e ministrou em uma cultura multilíngüe. Este fato é facilmente constatado quando olhamos para João 19.20, onde consta que Pilatos mandou gravar em cima da cruz a acusação de Jesus em três idiomas, Hebraico, latim e grego.
Isto só seria possível se naquela região o grego fosse língua corriqueira.
Galileia dos gentios (Mt. 4.15)
Na Galileia, onde Jesus cresceu, a população não era de predominância judaica. Desde a queda de Israel, 600 a.C, os judeus viveram sobre dominação estrangeira, só havendo um pequeno intervalo de independência na época dos Macabeus (167-63 a.C).
Quando Jesus nasceu, ela era controlada pelo Império Romano, o próprio Herodes, o tetrarca não era judeu, mas Idumeu, descendente de Esaú.
Observe que o evangelista Mateus faz questão de acrescentar o epíteto da cidade, Galiléia "dos gentios". Isto indica que a predominância daquela região era gentia e não judaica.
As cidades daquela região eram todas chamadas por nomes gregos, principalmente as cidades litorâneas. Uma região que se destaca quanto ao ministério de Cristo é Decápolis (Marcos 7.31). Esta é uma palavra grega que significa literalmente dez cidades. Outra é Tiberíades, construída para honrar o imperador Romano "Tibério César". Essa região teve uma maciça presença gentia. Estes gentios eram gregos que falavam a língua grega.
Os evangelhos nos revelam que Jesus andava por estas cidades gregas pregando o evangelho. Certa vez perto de Tiro e Sidom ele curou a filha de uma mulher grega (Marcos 7.26).
Isto nos mostra que Jesus falava o grego, pois ele conversou com aquela mulher. Tanto é que os judeus inimigos de Cristo sabiam que ele podia falar o grego.
Eles diziam que ele queria pregar aos gregos. Veja o verso onde este incidente se encontra:
"Disseram, pois, os judeus uns aos outros: Para onde irá ele, que não o acharemos? Irá, porventura, à Dispersão entre os gregos, e ensinará os gregos?" (João 7:35)
É óbvio que Jesus poderia mui perfeitamente falar essa língua já que Ele viveu muito tempo e trabalhou em uma região bilíngüe entre pessoas que falavam o grego.
Sua língua nativa pode até ter sido o aramaico, mas sem sombra de dúvida ele também falava o grego.

"ELE FALOU SEU NOME EM GREGO"
Tudo indica que Jesus falou seu nome em grego. No final do livro do Apocalipse aparece Jesus pronunciando seu nome:
"Eu, Jesus, enviei o meu anjo para vos testificar estas coisas a favor das igrejas." (Apocalipse 22.16)
No verso treze Ele diz "Eu sou o Alfa e o Ômega", em grego, e no mesmo fôlego no mesmo discurso ele fala seu nome também em grego. Jesus falou seu nome numa língua diferente da hebraica. Ele disse, "egw ihsouv" (Eu, Jesus). Seu nome no Grego é ihsou. Esse nome transliterado é Iesous.
Desta maneira ele sacralizou seu nome na língua grega. Com certeza nós podemos usar seu nome no Grego ou Inglês ou em qualquer outra língua. Tanto Ele, Jesus, como seu nome, não estão confinados unicamente ao Hebraico. Jesus é de todos os povos e de todas as línguas.
Conclusão
Diante disto devemos considerar o seguinte: o livro do Apocalipse foi escrito às "sete igrejas que estão na Ásia." Todas essas sete igrejas eram gregas. A província Romana da Ásia é nossa Turquia de hoje. Antes que os Romanos controlassem aquela área, os gregos já viviam lá há muitos séculos. João recebeu sua revelação na ilha de Patmos, uma ilha grega no mar Egeu. As pessoas para quem João escreveu eram gregas. Tudo aponta para o fato de que João escreveu em grego, para pessoas gregas, que viviam numa região grega que entendiam a expressão grega "Alfa e Ômega" ditas por Jesus.
O NOME JESUS E O PAGANISMO
O Nome Jesus veio do Paganismo ?
Como já vimos, para eles, o objetivo de Jerônimo ao introduzir o nome Jesus na Vulgata era o de agradar aos pagãos e atraí-los à "Igreja de Roma". Para tal, foi composto um nome blasfemo para o Redentor a partir de nomes de divindades gregas e romanas:
Para isso juntaram o J (de Júpiter) e ESUS (deus das florestas da Gália antiga, o qual fazia parte de uma trindade divina - ESUS-TEUTATES-TARANIS - deuses aos quais se ofereciam sacrifícios humanos). Para a seita este tal Esus era um deus romano, considerado o terrível Esus, por ser o deus dos trovões, do raio e da tempestade.
Os gregos escreveram o nome IESOUS, que também foi formado por duas divindades pagãs: IO (a amada de Zeus) e Zeus.
Além do mais, para estas pessoas, o nome Jesus quando escrito em hebraico daria "Yesus" o qual teria um significado blasfemo assim:
Je = Ye = Deus e a palavra SUS = cavalo. Assim, o significado do nome Jesus em hebraico seria: "Deus é cavalo" ou simplesmente "Deus Cavalo", referência a uma divindade pagã.
Portanto, acreditam que os bispos romanos, ao introduzirem o nome Jesus na Vulgata, não estavam somente tentando agradar e atrair os pagãos, mas também estavam difamando e blasfemando contra o Nome do Redentor e contra Deus. Eles estariam, assim, cumprindo o que está escrito em Apocalipse 13:5-6: "Foi-lhe dada boca que proferia arrogâncias e blasfêmias... e abriu a boca... para lhe difamar o Nome...". Segundo a profecia bíblica, esta "besta" que fala blasfêmias e difama o Nome Sagrado do Redentor seria adorada por "todos os que habitam sobre a terra" (Ap 13:8). E isso tem se cumprido pelo fato de que todos, tanto católico-romanos como evangélicos, espíritas, pentecostais, umbandistas, etc., têm adorado o nome Jesus. Todos têm adorado, assim, os nomes de deuses pagãos e a blasfêmia católico-romana contida no nome Jesus.
Segundo os defensores desta suposta revelação, quando alguém chama o Salvador de "Jesus" está cumprindo a profecia de Isaías 52:5: "... e o meu nome é blasfemado incessantemente todo dia".
Resposta Apologética
É mesmo um absurdo, a argumentação de que o nome de Jesus reflete nomes de deuses pagãos (Júpiter + Esus, para os latinos; Io + Zeus, para os gregos).
Sem menos fundamento ainda são as sugestões de que o nome (Iesous) provém da fusão do nome da deusa Io (a amada de Zeus) com o nome de Zeus, por parte dos gregos, ou que o nome Jesus corresponderia ao hebraico (Ye = Deus + Sus = "cavalo"), e que teria sido criado pelos bispos romanos para blasfemar o nome do Redentor e o nome de Deus.
Já vimos que o nome Iesous foi transliterado pelos judeus e não pelos gregos ou romanos.
A etimologia forçada do nome de Jesus, ligando-O a deuses pagãos, não só representa falta de conhecimento da parte daqueles que a formularam, mas aparenta ser o resultado de um esforço pré-concebido, deliberado, de encontrar nomes da antiga mitologia greco-romana que pudessem ser combinados, de qualquer jeito, para dar a impressão de que o nome Jesus tem uma origem pagã. Os erros e o modo forçado como os argumentos são apresentados chegam a ser aberrantes.
O nome Esus parece ser particularmente atraente pelo fato de ser citado na literatura romana, pelo poeta Lucano, em ligação com dois outros deuses celtas (Teutates e Taranis) dando a impressão de uma trindade pagã.
No entanto, um estudo sobre a religião celta e seu relacionamento com a religião e mitologia romanas mostra a fragilidade dessa argumentação.
Primeiro, os três deuses celtas citados acima eram alguns dos mais importantes deuses da religião celta, mas não eram os únicos. O maior e mais importante deus era Lugus e, no panteão celta, aparece referência a cerca de 400 nomes de diferentes deuses. Assim, a noção de uma trindade pagã adorada pelos celtas e aceita posteriormente pelos romanos é uma idéia que não tem fundamento.
Segundo, à medida que os romanos conquistavam novos territórios, eles identificavam seus deuses com os deuses locais, facilitando assim o sincretismo religioso e a aceitação da religião romana pelos povos conquistados. É muito discutível, no entanto, o quanto a crença em Esus, um dos deuses celtas, influenciou a mitologia romana. Em verdade, só se sabe que alguns escritores romanos o identificaram com Mercúrio, mas não se pode afirmar que em Roma Esus passou a ser adorado como um deus.
Terceiro, a identificação de Esus com Mercúrio (que segundo a mitologia greco-romana era o mensageiro dos deuses, o deus do comércio e da eloqüência) não dá apoio algum à argumentação de que Esus era considerado pelos romanos como "o terrível Esus", o deus dos trovões, do raio e da tempestade. Essas características pertenciam a Júpiter (ou Zeus, para os gregos) e não a Mercúrio, e o poeta romano Lucano identificou o deus celta Taranis com Júpiter, e não com Esus, este foi identificado como Mercúrio.
Esse Esus é tão insignificante que nem mesmo figura entre os grandes deuses. Na verdade há pouco registro na literatura da mitologia sobre o deus celta Esus. A maioria das listas que trazem os deuses Celtas nem sequer mencionam Esus, e não há qualquer evidência de que ele fosse amplamente conhecido no império Romano. Os deuses mais conhecidos eram os deuses da mitologia grega e romana, não os da mitologia celta.
Um ponto interessante a considerar é: por que o J de Jesus tem necessariamente que significar Júpiter? Por que não Juno, filha de Saturno e irmã de Júpiter? Por que o J não significaria Jacinto, um jovem de rara beleza que amou e foi amado por Apolo? Por que o J não é de Jumata, deus da mitologia Fino-Húngara, que era o Deus do Céu e do Trovão? Enfim, por que o J de Jesus é o mesmo J de Júpiter e não das outras dezenas ou centenas de personagens e deuses mitológicos que começam com a letra J?
Simplesmente porque Júpiter era o principal deus romano e Jerônimo pertencia á Igreja que ficava em Roma. Então a ligação entre Júpiter - Roma e Jerônimo é forçada ao máximo para parecer que Jerônimo usou o principal deus pagão dos romanos para mescla-lo com o J de Jesus e assim atrair a todos os seus adoradores à igreja romana.
Outra questão relevante: Por que dissociar a letra J da letra E? Ora, o certo seria dividir o nome em duas sílabas assim: JE-SUS. Mas não existem deuses com o nome JE e SUS sozinhos! Por que usar na composição do nome Jesus um deus praticamente desconhecido dos romanos (Esus)?
Mais uma vez a ligação fica evidente já que precisaram encontrar um deus com um final que combinasse com o nome de Jesus. Então encontraram um desconhecido Esus, deus dos povos celtas.
Acontece, porém, que Jerônimo nunca poderia ter inventado essa monstruosidade pagã com o nome Jesus simplesmente porque a letra "J", como já vimos, foi inventada cerca de mil anos depois de Jerônimo! E também o tal Esus nem sequer era conhecido entre os romanos!
Como se fabrica uma heresia usando o mesmo método
A lista de deuses e personagens mitológicos é imensa. Dada qualquer sílaba, não é difícil encontrar personagens da mitologia cujo nome inicia com esta sílaba. Vamos citar alguns exemplos compondo alguns nomes próprios através da primeira sílaba do nome de alguns deuses e personagens mitológicos e veremos que qualquer um pode ser taxado de pagão. Veja alguns exemplos abaixo:
Mário = MAR (Marte, deus romano da Guerra) + IO (Io, Sacerdotisa de Juno)
Kelli = KEL (Kelpi, espírito dos Rios na mitologia escocesa) + LI (Licasto, cruel filho de Marte que vivia na Líbia)
Maria = MAR (Marduk, Deus supremo de Babilônia) + IA (Ia, uma das filhas de Atlas)
Luis = LU (Lúcifer, estrela matutina, filha de Júpiter) + IS (Ísis, deusa egípcia, esposa de Osiris)
Silvia = SIL (Silvano, filho de Saturno, Deus das Florestas) + VIA (Viales, divindade que presidia as estradas)
Nelson = NEL (Neleu, filho de Netuno) + SON (Sono, filho de Érebo que habita numa sombria caverna rodeado de Sonhos, que são divindades infernais com asas de morcego)
Ricardo = RI (Richs, na mitologia Hindu, é um dos seres de uma santidade perfeita que redigiram os Vedas, livros sagrados dos Hindus, sob a revelação divina de Brahma, deus criador dos Hindus) + CAR (Carvatis, sobrenome de Júpiter) + DO (Domitio, deus que os pagãos invocavam nos casamentos, para que a noiva fosse uma zelosa dona de casa)
Perceba que há inúmeras possibilidades de compor nomes próprios usando a primeira sílaba de deuses e personagens mitológicos. Mas quando tentamos encontrar uma combinação para o nome "Jesus", encontramos problemas na segunda sílaba "sus", pois não há nenhum deus ou personagem mitológico que comece com "sus". Portanto, para dar certo a combinação, dividiram de propósito as sílabas do nome Jesus da seguinte forma: J+esus. Claramente uma manobra premeditada para associar o nome de Jesus a divindades mitológicas (assim como fizemos nos exemplos acima).
Portanto, alegar que a intenção de Jerônimo ao denominar o Salvador de Iesus era compor o nome de Júpiter e Esus não possui qualquer fundamento histórico ou lógico.
Da mesma forma, dividir a palavra "IESUS" em duas partes e traduzir cada parte para o hebraico a fim de dar um significado novo à palavra é um artifício sem qualquer fundamento e não prova absolutamente nada. Uma palavra pode ter vários significados em um idioma. Manga, por exemplo, pode significar a fruta produzida pela mangueira e a parte da camisa que cobre os braços. Mas "manga" em outros idiomas tem, obviamente, outros significados. Em japonês, por exemplo, "manga" (pronuncia-se mangá) é revista em quadrinhos (o nosso gibi). Interpretar nomes ou pedaços de nomes em outros idiomas com o objetivo de conseguir atribuir novos significados para o nome original, não parece fazer qualquer sentido, a única coisa que se consegue são resultados absurdos. Poderíamos brincar com alguns nomes dividindo-os em duas partes e traduzindo cada parte para algum outro idioma. Por exemplo, vamos tomar o nome Nilson e dividi-lo e duas partes: Nil (significa "novo" em inglês - escreve-se new e pronuncia-se nil) + Son (significa "filho" em inglês). Nilson significaria, então, "novo filho" ou "o filho mais novo". Podemos dividir o nome Selma e traduzir cada parte para o inglês. Sel significa vender (escreve-se sell, pronuncia-se sel) e Ma é uma forma arcaica na língua inglesa de se referir à mãe. Teríamos, então, o estranho significado de "Mãe à Venda", por exemplo. Se fossemos levar a sério tal manipulação das palavras, jamais comeríamos maionese Hellmans pois Hell, em inglês, significa "Inferno" e Man significa "Homem". Então a palavra Hellmans poderia ser compreendida como "Homens do Inferno"!
O nome inglês Bob pode ter um significado terrível em hebraico se dividirmos arbitrariamente as sílabas (B+ôb).
B (Baal = deus pagão dos cananeus) + ob (ôb = espírito dos mortos). Se formos seguir o método usado pelos adeptos do Nome Yehoshuah então o significado do nome inglês Bob seria "Baal o espírito dos mortos".
Basta ter criatividade, tempo e conhecer alguma língua estrangeira para conseguir outros exemplos absurdos. A experiência nesta brincadeira mostra que quanto menor for o nome (de preferência de duas sílabas) mais fácil será encontrar um significado absurdo ou engraçado para ele através da divisão do nome e tradução de cada parte. Foi desta forma que tomaram o nome de Jesus em latim (IESUS), dividiram-no em duas partes (IE + SUS), e traduziram cada parte para um outro idioma, o hebraico, e a partir de então afirmaram que Jesus significa "Deus Cavalo". No mínimo, uma brincadeira blasfema de muito mau gosto.
Esse argumento é um insulto à inteligência humana, porque Iesus é nome grego e sus é hebraico. Se a palavra é grega, como podemos dar o seu significado em hebraico? O nome Iesus é a forma grega do nome hebraico Ieshua. "Cavalo", em grego, é HYPPOS, e não SUS.
É, portanto, impossível que o nome "Jesus" fosse o nome de um falso deus, como acredita o movimento que quer hebraizar o cristianismo. Se assim fosse, judeus jamais colocariam este nome em seus filhos. Este nome já existia há pelo menos 600 anos no meio judaico quando Jerônimo (347-420 A.D.) preparou sua tradução da Bíblia para o latim, conhecida como a Vulgata.
Obs: Apesar de não invocarmos o nome original do Messias, nós cristãos, temos a certeza de não estar invocando um deus falso, mas o verdadeiro Filho de Deus. Quando nos referimos a Jesus nem de longe nos lembramos de Zeus, Júpiter ou Esus, mas do Messias de Israel. Por exemplo, meu filho de três anos não costuma chamar seu irmão pelo nome correto "Cristiano" (apesar de saber falar corretamente o nome dele). Desde cedo ele costumou chamar o irmão de Yana.
Yana para quem não sabe é o nome de uma deusa pagã, era uma forma arcaica do nome da deusa "Diana". Quando então o irmão mais novo chama o outro por esse nome ele está se referindo a seu irmão e não a deusa Diana. A mesma coisa aconteceria se porventura o nome Jesus estivesse alguma ligação com um deus pagão, mas não há.
O nome Jesus etimologicamente deriva do nome Zeus?
Esta é outra mentira promulgada pelos adeptos deste movimento.
Alegam ainda que antigamente o nome não era Jesus Cristo e sim ZESVS CRISTVS, tendo ligação com Zeus, ou Júpiter para os romanos.
É lamentável ver pessoas sendo cativas por teorias que nem ao menos consegue se sustentar. Geralmente tais pessoas não são encorajadas a fazer pesquisas independentes para verificar se isto é verdade ou não. Ao contrário, estes líderes apresentam estas aberrações doutrinárias como "A VERDADE" absoluta. Assim, o adepto se sente seguro dentro de seu mundo alienista. Ele não aceitará nenhuma informação adicional que contrarie a tese de sua seita, pois é ensinado que os pastores e teólogos cristãos estão corrompidos, para usar um velho e costumeiro jargão, "fazem parte da Babilônia". O caso é que o nome Jesus não tem nada a ver com tais deuses pagãos. Isso é acusação gratuita.
O Nome Jesus Cristo nunca teve ligação com Zeus simplesmente porque o J latino ou o I grego nunca correspondeu à letra Z. Mesmo em latim Zeus seria escrito assim Zevs e Jesus Jesvs.
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